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08 de fevereiro de 2012 | por Equipe Alpha Channel

Trabalhar com videogames é o sonho de muita gente que cresceu jogando Mario, Sonic e GTA. Mas quando se mora no Brasil, um país que não tem muita história no desenvolvimento de softwares ou de videogames, trabalhar com jogos parece um sonho distante, quase impossível. Na verdade, não é bem assim. Nos últimos anos, muitas empresas brasileiras estão se destacando na produção de jogos, em especial jogos de browser (para web) e mobile (celular), e até algumas gigantes da área, como a EA, montaram escritório por aqui.
Mas mesmo quando se consegue trabalhar em empresas de jogos, nem sempre se trabalha no jogo que gostaria de trabalhar. Felizmente, trabalhar profissionalmente em outras áreas ou em jogos que não são seus favoritos não significa não poder trabalhar com jogos definitivamente. Graças às facilidades de distribuição via internet, como o Kongregate ou o Steam, e do barateamento de ferramentas para fazer videogames, cada vez mais pessoas aderem à forma independente de produção de jogos, também chamada de indie.
Indie é considerado um tipo de jogo feito sem patrocínio direto de empresas e sem vínculo institucional (com vínculo, o jogo é um advergame, ou seja, jogo propaganda) que são publicados sem a ajuda de publishers, as grandes editoras do mundo dos videogames. Trabalhar de forma independente significa ser um empresário e um artista ao mesmo tempo: nunca se tem certeza do retorno financeiro do projeto, mas, ao mesmo tempo, se tem total liberdade criativa. É por isso que muitos dos desenvolvedores indies optam por produzir seus jogos nas horas vagas, enquanto ganham o pão em outros ofícios. Entretanto, há sempre a esperança de que o hobbie vire ocupação principal, como o caso do sueco Markus Persson, que se estima ter ganho mais de R$60 milhões com seu jogo independente Minecraft.
No último sábado, a Alpha promoveu uma mesa redonda com desenvolvedores independentes brasileiros. Nenhum de nossos convidados é (ainda) tão bem sucedido com seus jogos como Persson, mas isso não diminui em nada a qualidade de seus videogames. Na mesa, foram discutidos as dinâmicas de desenvolvimento entre as equipes independentes, métodos de produção de jogo e até como monetizar jogos independentes. Os convidados Pedro Medeiros (Santo), Danilo Dias, Thiago Girello, Gilberto Ataíde e Paulo Cezariano possuem grande experiência em diversas áreas de produção de jogos (desde graficos 2D a modelagem e game design) e compartilharam experiências e opiniões no desenvolvimento de um jogo. Quem perdeu este encontro terá outra chance de prestigiar nossos convidados, que se encontrarão novamente dia 03/03 às 14h30.
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